terça-feira, 22 de agosto de 2017

Os pagamentos da Saab ao advogado de Marinho.

Em maio, Época publicou que a Polícia Federal havia apreendido notas fiscais da Saab para o escritório de advocacia de Edson Asarias, ligado a Luiz Marinho. O Antagonista agora obteve o contrato assinado, em 2011, entre a fabricante sueca dos caças Gripen NG e o advogado.
Na descrição dos serviços, o documento informa que o advogado deveria apoiar a “campanha de marketing do Gripen”, acessando sua rede de relacionamento em níveis local, regional e nacional. Asarias também deveria apoiar a Saab na estruturação de um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Saab em São Bernardo do Campo, comandada então por Marinho. A atividades pactuadas no contrato de Asarias se assemelham às executadas pelo lobista Mauro Marcondes, amigo de Lula. Na parte da remuneração, consta que o advogado receberia pagamento mensal de R$ 25 mil – cinco vezes mais que os R$ 5 mil pagos a Marcondes mensalmente. O MPF suspeita que o contrato tenha sido usado apenas para disfarçar o pagamento de propina para Marinho, assim como teria ocorrido com Marcondes em relação a Lula e seu filho Luiz Claudio. Os três últimos estão sendo investigados por tráfico de influência, organização criminosa e lavagem de dinheiro na compra dos 35 caças Gripen.
O Antagonista também obteve a planilha com os pagamentos mensais feitos pela Saab ao escritório do advogado Edson Asarias, contratado pela companhia para atuar na campanha pelo caça Gripen NG. Como publicamos em post anterior, o MPF suspeita que o escritório tenha sido usado para repasses de propina a Luiz Marinho, então prefeito de São Bernardo do Campo e amigo de Lula. O ex-presidente e seu filho Luiz Cláudio são investigados por tráfico de influência, organização criminosa e lavagem de dinheiro na compra dos 35 caças suecos.

CONTRATO

sábado, 19 de agosto de 2017

Novas metas e cortes na economia em 2018.

(Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil) 
Os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo Oliveira, anunciam novas metas fiscais para 2017 e 2018.


Os ministros Henrique Meirelles (Fazenda) e Dyogo Oliveira (Fazenda) anunciaram hoje uma série de medidas para reduzir as despesas do governo. Com isso, o governo pretende cumprir as novas metas de déficit primário de 2017 e 2018, elevadas para 159 bilhões de reais. 

A maioria das medidas afeta o funcionalismo público, que sofrerá um achatamento da remuneração inicial, aumento da contribuição ao regime próprio de previdência e adiamento do reajuste salarial. 

Meirelles afirmou que as medidas anunciadas hoje mostram que o governo está no limite da capacidade de redução de gastos. “São proposta duras, rigorosas, mostrando seriedade do ajuste fiscal do Brasil.” 

Em 10 anos, segundo Oliveira, a reorganização de carreiras no funcionalismo deverá gerar uma economia acumulada de 70 bilhões de reais. 

O ministro do Planejamento afirma que essa medida dá equidade aos salários pagos pelo governo federal aos da iniciativa privada. Segundo ele, hoje os funcionários públicos ganham mais que os profissionais em cargos equivalentes do setor privado. Para diminuir a diferença, o governo quer criar um estágio probatório para o serviço público. Durante esse estágio, os servidores não poderão ganhar mais de 5.000 reais. 

“O governo paga hoje o dobro, às vezes o tripo, do que o mercado privado”, afirma Oliveira. 

O governo vai ampliar o número de níveis para subir na carreira de nove para cerca de 30. Oliveira afirma que isso melhora a gestão de pessoal do serviço público. “Hoje, a imensa maioria está no topo e não tem perspectiva de crescimento. A ampliação de níveis traz um efeito importante em motivação e dedicação.” 

Segundo Meirelles, as medidas mostram que há pouco espaço para reduzir despesas discricionárias -as que podem ser alteradas. Ele defendeu a reforma da Previdência, pois disse as despesas obrigatórias, como a Previdência, representam a maior parte dos gastos do governo. 

Todas as mudanças dependem de aprovação do Congresso. Veja as medidas para o funcionalismo: 


Adiamento do reajuste salarial em 12 meses 

Havia previsão de que servidores do governo federal teriam reajuste salarial em 2018. O aumento seria dado, dependendo da categoria, em janeiro ou agosto. Com o adiamento, o governo espera reduzir as despesas em 5,1 bilhões de reais 
Aumento da contribuição ao regime próprio de previdência 

A alíquota máxima de contribuição ao regime próprio de previdência passa de 11% para 14% para servidores com salários acima de 5.300 reais por mês. A alíquota de 14% será cobrada sobre apenas parte do salário que ultrapassar 5.000 

Redução dos salários iniciais do funcionalismo 

Governo criou um estágio probatório para o serviço público. Durante esse estágio, os servidores não poderão ganhar mais de 5.000 reais. Oliveira afirma que salários dos servidores são maiores que os pagos à funcionários da iniciativa privada. Deu como exemplo administradores, economistas e contadores que ganham 16 mil reais após três anos de função no governo e receberiam de 4.000 a 6.000 na iniciativa privada. Também haverá ampliação da quantidade de níveis de promoção de nove para até 30, o que fará que o servidor leve mais tempo para chegar ao topo da carreira. 

Adoção do teto remuneratório 

Teto salarial de 33,7 mil mensais deverá ser aplicado a todas os servidores civis. Essa medida terá um impacto de 725 milhões de reais apenas na esfera do governo federal. 

Redução de benefícios 

Benefícios como auxílio-moradia e auxílio-transferência sofrerão redução. O moradia, por exemplo, será limitado a quatro anos, sofrendo uma redução de 25% a cada ano. 
Extinção de 60 mil cargos 

São cargos desocupados, que não geral redução de despesa imediata, mas evita a geração de gasto no futuro com a reocupação das vagas.

* Via Revista Veja online

domingo, 13 de agosto de 2017

Feliz dia dos pais.


O projeto de parlamentarismo.

O Estadão resume o projeto de Aloysio Nunes (PSDB-SP) para instituir o parlamentarismo no Brasil:
– O presidente seria eleito por voto direto e teria a função de chefe de Estado e Comandante Supremo das Forças Armadas;
– Seu mandato seria de quatro anos e caberia a ele nomear o primeiro-ministro, com quem ficaria a chefia do governo;
– A Câmara poderia ser dissolvida pelo presidente, “ouvido o Conselho da República”;
– O Congresso teria o poder de aprovar “moção de censura” ao governo – equivalente à demissão do gabinete –, medida que só produziria efeito com a posse do novo primeiro-ministro.

Parlamentarismo com esses parlamentares? 

*Via O Antagonista

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Deflagrada guerra no PT; Dilma chama Lula de covarde,


Campanha 2018 a mil pelo Brasil. Período de nervos à flor da pele. Negociações entre quatro paredes, acordos, desacordos, dito pelo não dito, até o momento de oficializar o enlace matrimonial; amor eterno até a página 2.
Tentativa de Temer de aproximação com PSDB, criando Coligação Alckmim presidente, Rodrigo Maia vice, encontra resistência  governador de São Paulo; convicto de que trocar figurinhas codom atual administração inviabilizaria sua candidatura.
PMDB investe fichas em Doria. Ideia é bajular e massagear o ego do ainda iniciante no prostíbulo, aliciando-o para o partido, transformando-o no candidato a presidente, com Maia vice.
Alckmim perderia mais com a saída de Doria; racha indesejável no seio Tucano, com a debandada daqueles que nutrem simpatia com PMDB.
Em meio a esse alinhavar, PT segue sua saga rumo à bancarrota. Lula decepcionou mais uma vez.
Procurou seguidores e os incumbiu de organizar ato público a Sol aberto, no Rio de Janeiro, em favor de sua candidatura. Fracasso de presença o decepcionou, obrigando-o a falar pra meia dúzia de gatos pingados, em recinto fechado.
Discurso do contraditório contaminado de desespero, culminando com crítica fulminante em cima de Dilma.
Sem ter como esconder rombo herdado por Temer na Economia e assustado com sinais de recuperação, o "Cyborg", pobre de R$ 9 milhões, graças aos poderes de Greyscow, jogou a culpa sob os ombros de sua criatura.
Afirmou, sem ter como alegar não ter sido ele e sim um amigo, que Dilma causou rombo de R$ 500 bilhões ao País, por pura incompetência.
Concluir que Lula está transformando PT numa Torre de Babel, seria minimizar realidade. Descontrolado e sem alternativas, o ex todo Poderoso dá ares de Gaiola das Loucas ao Partido.
Consultada sobre colocação do seu Criador, Mestre e Mentor, a Dama não deixou barato:
- Não me surpreende. Ele sempre foi covarde. Decepção por esperar que comigo agiria diferente.
Mesmo mantendo discurso moderado, afirmando priorizar o Partido, estando pronta pra seguir o por ele determinado, Bote Salva Vidas vem sendo preparado na proa do Titanic da Estrela.
Dilma tem aliados na legenda, prontos pra abandonar o barco ao seu primeiro sinal; pelo jeito Gleisi Hoffmann virará Presidente de Sala vazia.
Possibilidade de boa fatia do PT remar para o PMDB se solidifica. Dilma seria muito bem vinda pra sentar ao lado de Temer, receberia apoio total pra se lançar à senadora, no Estado de sua preferência; caso PMDB permaneça no Poder, teria posição garantida no primeiro escalão do próximo Governo.
Correndo por fora nessa pule de interesses, destaca-se a Emissora da Família Marinho.
Noticias desse perfil desviam atenções sobre Temer, dando-lhe tempo pra se reorganizar e seguir em frente; materialização do maior pesadelo da Rede Globo.
Afirma estarem os repórteres, âncoras e demais profissionais de jornalismo da "Plin Plin", sumariamente proibidos de veicular qualquer notícia desfavorável ao PT, sob pena de demissão imediata.
Atropelos e trocas de farpas, enquanto Bolsonaro e Alvaro Dias correm a galope, crescendo nas pesquisas.
Analistas afirmam que se eleição fosse hoje, os dois estariam no segundo turno, mas não descartam possibilidade de Bolsonaro levar já no primeiro.
Considero qualquer prognóstico prematuro, configurando militância.
Muita água pra correr. Quem ganha impossível afirmar, mas tudo indica já haver o grande perdedor: Luis Ignácio Lula da Silva.
Pra aumentar convicção, mais uma derrota nas urnas.
Visando fortalecer aliados no Nordeste, Lula se lançou em campanha de apoio a candidato PT (Jailson Souza), na disputa de Prefeitura de pequena cidade do Piauí (Miguel Leão) e o Cabra perdeu.
Visto como curral eleitoral tradicional da estrela, esperada vitória serviria de munição pra Campanha ao Planalto. Derrota não deixa dúvidas da queda de prestígio do único Operário Pobre do Mundo, que só viaja de jatinho particular.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

O PT é um partido podre.


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Vou contar uma piada: O Partido dos Trabalhadores (PT) está tentando imitar o ditador venezuelano que convocou uma Assembléia Nacional Constituinte com a finalidade de redigir uma nova Constituição que deverá reformar o Estado. Inclua-se aí, no caso petista, um “Tribunal Internacional Popular” com a finalidade de julgar o Juiz Sérgio Moro, o que deverá ocorrer no dia 11 de agosto em Curitiba. 
Gostaram da piada? Ora! Esse partido sem ética, sem moral, e dirigido desde sua fundação por gente sem caráter não tem, nem nunca teve, moral para julgar ninguém, principalmente o juiz que deu início a um processo de moralização do país, levando para a cadeia os principais ladrões do erário, homiziados nessa sigla podre.
* Humberto de Luna Freire Filho - médico

domingo, 6 de agosto de 2017

Os documentos da Odebrecht, que provam que Lula recebeu propina, foram anexados ao processo.

O juiz Sergio Moro, nesta última quinta-feira, anexou ao processo contra Lula documentos fornecidos pela Odebrecht.
Eles corroboram os relatos dos delatores sobre o pagamento de propinas para a compra do prédio do Instituto Lula e da cobertura em São Bernardo do Campo.
Diz O Globo:
"Os documentos são vinculados a pagamento de propina ao PT em contratos das plataformas de petróleo PRA–1, P59 e P60; reformas na refinaria Presidente Vargas (Repar), no Paraná; e na montagem do gasoduto Gasduc III, além de valores ilícitos que teriam sido pagos por meio do ex-ministro Guido Mantega ao publicitário João Santana e anotações onde aparece o sítio de Atibaia como assunto a ser tratado diretamente com Lula".
* Via O Antagonista

E o Maduro, quem diria, é "tia"?

Foto extraída da internet ( via facebook)

sábado, 5 de agosto de 2017

Michel Temer não vai estragar meu ano.


Como bem me apontou outro dia um amigo, o governo Temer é o menos ruim dos três que o petismo proporcionou ao Brasil. Convém, mesmo, reconhecer os fatos: Temer é produto de duas chapas eleitorais petistas e, no curto espaço que lhe coube, exibe resultados que não podem ser depreciados. Para recordar: emenda constitucional que estabeleceu limite aos gastos públicos; reforma trabalhista e fim da sinecura sindical; afastamento de milhares de militantes a serviço de causas partidárias nos órgãos de Estado, governo e administração; inflação abaixo do centro da meta; investimento de R$ 1 bilhão no sistema prisional; reforma do ensino médio; redução de cinco pontos percentuais na taxa de juros; extinção de oito ministérios; e se alguém chegar com um espelhinho no nariz de dona Economia perceberá que ela, lentamente, volta a respirar.
 Mas nem só por isso 2017 foi um ano melhor do que os precedentes. Aumentou muito o número de brasileiros conscientes de que não se pode brincar com o gasto público e de que é necessário tirar de campo, nas próximas eleições, bem identificados picaretas aproveitadores do erário. A Lava Jato preserva seu vigor, com reconhecimento nacional. Réu em seis processos, Lula colheu sua primeira condenação. Vem aí uma reforma da Previdência. Criou-se necessária rejeição social às regalias de certas categorias funcionais e aumentou a intolerância em relação aos corporativismos do setor público e privado. É o primeiro passo para que essas coisas mudem. Ampliou-se a consciência de que precisamos reformar nossas instituições. Ou seja, tornamo-nos mais esclarecidos sobre temas essenciais e isso, sob o ponto de vista político e administrativo, é promissor para o horizonte de 2019-2022.
Então, o novelo em que se enrolou Michel Temer não vai estragar meu ano. A propósito, a Câmara não o julgou e, menos ainda, o inocentou porque essas não eram atribuições suas. Aquele plenário tinha diante de si a tarefa constitucional de decidir sobre a conveniência de o STF processá-lo neste momento. E decidiu que, de momento, ele fica onde está. De momento. A fila anda e a Justiça o espera, mas o Brasil precisa de estabilidade e das reformas em negociação.
 A saída dele serviria ao PT, a seus coligados, a seus movimentos ditos sociais, a seus fazedores de cabeça na Educação, a seus sindicatos e respectivos “exércitos”. Ou seja, daria a alguns uma alegria que estragaria meu ano e meu humor. Se a maior parte dos detentores de mandato até aqui investigados, de todos os pelos, só amargará acertos nos próximos anos, que também Temer entre nessa lista. Por enquanto, que fique quieto na sua cadeirinha e tenha modos. Por enquanto.
 Observo, nas redes sociais, súbita atividade dos militantes de esquerda em defesa da ética na política. Essa mobilização não me convence nem comove. Aliás, faz lembrar o antagonismo entre os Manos e os Bala na Cara. É disputa pelo mercado do crime organizado. No ano que vem, fora todos eles!
* Texto por Percival Puggina