terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Em três anos, Lava Jato reúne mais de 30 milhões de arquivos.


Agentes da Polícia Federal apreendem documentos em fase da Operação Lava Jato (Aloisio Mauricio/Fotoarena/Folhapress)

Um acervo criminal e histórico de mais de 30 milhões de documentos, guardados em uma sala sem janelas com acesso controlado e monitorado 24 horas por câmeras na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, forma o banco de dados da Operação Lava Jato. A delação da Odebrecht, que deve ser homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) entre fevereiro e março, vai mais do que duplicar as investigações. 

É o maior acervo de provas já produzido pela Polícia Federal (PF) em uma investigação contra a corrupção no Brasil. Às vésperas de completar três anos, em março, a Lava Jato teve 36 fases deflagradas, cumpriu 730 mandados de busca e apreensão até aqui e acumulou um total de 1.434 procedimentos instaurados. 

No 3º andar da Superintendência em Curitiba, o centro nervoso da Lava Jato ocupa quatro salas interligadas por portas internas que formam um labirinto circular. A primeira sala guarda HDs de computador com cópias de segurança dos arquivos digitalizados. Nas prateleiras estão pastas de inquéritos, relatórios, apensos e análises dos mais de 400 inquéritos e procedimentos criminais já abertos pelos delegados. 

Na segunda e na quarta salas trabalham equipes de analistas que passam o dia abrindo arquivos apreendidos em buscas, separando dados de relevância para as apurações e produzindo relatórios de análise – um grupo restrito de cerca de vinte investigadores. Cada equipe tem um chefe e está vinculada a um delegado da Lava Jato.


Todo o material é digitalizado, indexado e colocado em uma plataforma acessível para permitir buscas em todo o acervo do caso por meio de palavras-chave, uma espécie de Google interno da Lava Jato. O sistema usa programa desenvolvido por um perito da Polícia Federal de São Paulo. 

Arquivos 

A sala do banco de dados é a terceira. Tem 6 metros por 3 e uma mesa retangular no centro, onde estão um terminal de computador e quatro laptops – todos ligados a dois servidores sob a mesa, que armazenam a integralidade do material apreendido. 

Nos servidores, com capacidade para pelo menos 30 terabytes de memória, estão guardadas planilhas de obras públicas, contratos e registros de pagamentos das maiores empreiteiras do país, arquivos de textos, anotações, agendas de encontros, conversas telefônicas, trocas de e-mails e celular de empresários, políticos, lobistas e doleiros. Os servidores guardam também todo o material produzido pelos investigadores: laudos de perícias, relatórios de análises, dados de quebras de sigilos fiscal, bancário e telemático dos investigados. 

Os arquivos da corrupção da Odebrecht apreendidos no “departamento da propina”, o Setor de Operações Estruturadas, a integralidade dos grampos nos telefones do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus familiares, e documentos apreendidos na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio, integram os arquivos. 

O banco de dados da Lava Jato está armazenado em um dos servidores sem acesso à internet, inacessível a hackers. Para fazer buscas, é preciso usar senha pessoal e registrar em uma planilha nome do usuário, data, hora e motivo da pesquisa. No teto, uma câmera voltada para a mesa grava todo movimento nos terminais, dia e noite. 

O segundo servidor é o da “rede Lava Jato”, o sistema de comunicação interna da equipe de policiais que atua exclusivamente na apuração do caso. A rede é também o canal com o cartório da Justiça Federal, para envio de documentos ao juiz federal Sergio Moro e aos membros da força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF), coordenada pelo procurador da República Deltan Dallagnol. 

O delegado Maurício Moscardi, um dos coordenadores da equipe da Lava Jato, afirmou que um novo sistema para ampliar a capacidade de armazenamento e processamento dos dados será feito em 2017, com um investimento de mais de 500 000 reais. 
*Via Veja.com

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

STJ diz que Palocci faz corrupção sistêmica e por isto nega novo pedido de habeas corpus.


A presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministra Laurita Vaz, negou novo pedido de liberdade feito pela defesa do ex-ministro Antonio Palocci (Casa Civil e Fazenda/Governos Lula e Dilma), preso preventivamente na 35.ª fase da Operação Lava Jato, desde 26 de setembro.
A defesa de Palocci pediu que fosse reconsiderada a decisão do ministro Felix Fischer, relator da Lava Jato no STJ, que negou pedido de liminar para colocar o ex-ministro em liberdade. As informações foram divulgadas no site do STJ.
Nesse novo pedido, a defesa de Palocci voltou a afirmar que a prisão preventiva é “desprovida de justa causa” e questionou os argumentos para a manutenção da custódia cautelar, como a possibilidade de destruição de provas, a necessidade de garantia da instrução criminal e o risco de fuga.
Palocci é defendido pelos criminalistas José Roberto Batochio e Guilherme Batochio. Eles rechaçam a versão da Polícia Federal de que o ex-ministro atendia por “Italiano” – apelido encontrado nas planilhas de propinas da Odebrecht, uma das empreiteiras envolvidas nos desvios de recursos da Petrobrás.
Medidas firmes
Na decisão, Laurita Vaz ressaltou que o habeas corpus é meio processual próprio para impugnar lesão ou ameaça ao direito de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder. Em razão de seu rápido processamento, “a suposta ilegalidade deve ser demonstrada documentalmente, prescindindo de aprofundada incursão na seara probatória, incompatível com a estreiteza do rito”.
“Se, de um lado, a segregação cautelar é uma medida extrema, que deve ser invocada com parcimônia, de outro lado, a sociedade espera que o poder público, notadamente o Judiciário, adote medidas firmes e proporcionais contra condutas criminosas que atentem seriamente contra a estrutura do Estado e suas bases de estabilidade”, afirmou.
A ministra ressaltou que o caso em análise “não é ordinário”, pois “trata-se de apuração de crimes contra o erário, cujos supostos autores – empresários de grandes corporações e agentes públicos do mais alto escalão do governo federal – se organizaram para desviar valores astronômicos, implicando prejuízos incomensuráveis à sociedade brasileira”.
A presidente do STJ lembrou que a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal e recebida pelo juiz federal Sérgio Moro acusa Palocci e seu ex-assessor Branislav Kontic pela prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Corrupção sistêmica
“Ao meu sentir, em exame meramente prelibatório – que não perfaz juízo de culpa antecipada, mas apenas uma verificação de verossimilhança a partir do que restou apurado até aqui -, as medidas cautelares impostas ao ora paciente se mostram absolutamente razoáveis e proporcionais”, anotou a ministra.
Laurita citou trecho de um acórdão do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4) que negou outro pedido de liberdade a Palocci. Na decisão colegiada, os desembargadores consideraram que se justifica a prisão preventiva para preservar a ordem pública, em um quadro de corrupção sistêmica e de reiteração delitiva.
“A medida, além de prevenir o envolvimento do investigado em outros esquemas criminosos, também terá o salutar efeito de impedir ou dificultar novas condutas de ocultação e dissimulação do produto do crime, já que este ainda não foi integralmente rastreado e recuperado”, destacou o acórdão.
Precedentes
A ministra citou ainda entendimento do Superior Tribunal de Justiça no sentido de que se justifica a prisão preventiva para garantia da ordem pública “havendo fortes indícios da participação do paciente (Palocci) em organização criminosa, em crimes de corrupção passiva e de lavagem de capitais, todos relacionados com fraudes em contratos públicos dos quais resultaram vultosos prejuízos a sociedade de economia mista e, na mesma proporção, em seu enriquecimento ilícito e de terceiros”.
Laurita Vaz mencionou ainda entendimento da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do HC 95.024, de que “a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa” constitui fundamentação suficiente para decretar a prisão preventiva e garantir a ordem pública.
Os advogados de Palocci negam taxativamente envolvimento do ex-ministro em atos ilícitos. O criminalista José Roberto Batochio reiteradamente afirma que Palocci não é o “Italiano” das planilhas da Odebrecht. Batochio sustenta que a acusação contra o ex-ministro é “uma fantasia”.

O bom ano de Michel Temer.



Nas circunstâncias de sua posse e governo, Michel Temer, até aqui, foi além das expectativas. Certos recuos deram a impressão de um governante frágil. Mas o tempo revelou que cada concessão tinha em mira o passo mais importante à frente, movimento tático para abrir o caminho e remover obstáculos.
Temer não tem jeito e vocação para a popularidade: não combina com o seu estilo contido, avesso a gestos espetaculares. Ainda que tire o País do buraco, é pouco provável que deixe o governo nos braços do povo.
Mas o presidente chega ao final do ano com um razoável acervo de medidas certeiras para debelar a crise. Mais, muito mais do que seria capaz Dilma Rousseff, se ainda fosse presidente.
As oposições bradam contra o desemprego de 12 milhões de brasileiros, os juros galopantes, a crise paralisante. Ora, tudo é herança maldita do governo anterior. Foi por esse estado de coisas – dentre outras razões – que Dilma caiu. Mesmo um ex-ministro da Fazenda, Bresser Pereira, atribui a Temer a permanência de “juros altíssimos”. Distraído, nem se deu conta que a taxa de juros está mais baixa agora que no tempo de Dilma.
“Fora Temer“, o grito alucinado de manifestantes profissionais, não vingou. A aprovação da PEC do Teto de Gastos, que requeria 3/5 da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, em duas votações, foi rápida e avassaladora. Com ela, fincou-se uma base essencial para o ajuste das contas públicas.
Na crise dos estados, Temer negocia, transige e faz exigências. Não se precipita quando perde, como no caso das contrapartidas. Ao invés de ficar lamentando e lançando imprecações, renova os acenos e os esforços para minorar os efeitos da dramática insolvência dos caixas estaduais.
Só uma má-vontade congênita pode negar que houve uma restauração da confiança no governo e na economia. As ações preferenciais da Petrobras, que valiam R$ 4,80 no começo de 2016, agora valem R$ 15,00 reais. O dólar, que valia R$ 3,96, caiu para R$ 3,30 reais. A Bolsa de valores teve uma alta, em 2016, de 39%. A Petrobras, a Eletrobras, o Banco do Brasil, o BNDES, estão em um novo patamar de gestão e credibilidade.
Reclamam que ele deu aumentos a certas categorias especiais do Estado, na contramão do ajuste das contas públicas. Ignoram que os aumentos foram diferidos no tempo e alguns eram prometidos desde 2007! O calendário de Temer vai até 2018, e ele cuida de aplainar reações e dificuldades, de modo a se concentrar no essencial e estratégico.
Temer está longe de vencer todos os desafios. Há incontornáveis dificuldades à vista, a resistência das corporações, a conjuntura adversa, as consequências da Lava Jato, que podem atingi-lo e aos seus auxiliares próximos. Mas se ele aprovar no Congresso a idade mínima de aposentadoria aos 65 anos e nivelar as previdências pública e privada – uma tarefa ciclópica – terá cumprido o seu papel histórico.
Mas está escrito que ele não receberá o aplauso do povo brasileiro. No futuro, um historiador atento, capaz de olhar para além das aparências, talvez faça um registro de rodapé a respeito dos seus méritos.

Tito Guarnieri - bacharel em direito e jornalismo e colunista do jornal O Sul, de Porto Alegre.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Prostituta assume cargo de vereadora pelo PDT.


http://www.diariodopoder.com.br/style/images/files/francisca%20coroca%20facebook.jpg
ENTRE AS MULHERES, ELA FOI A VEREADORA MAIS VOTADA FOTO: FACEBOOK

A prostituta Francisca Ferreira da Silva, conhecida pelo apelido de Coroca, de 32 anos, filiada ao PDT,tomou posse como vereadora da Câmara Municipal de Manacapuru, distante cerca de 80 kms de Manaus. Querida pela população da Terra da Ciranda, Coroca foi escolhida para representar os mais humildes. De acordo com os próprios eleitores, ter uma pessoa simples, que nunca antes teve um contato maior com a política, em uma das 15 cadeiras da Câmara Municipal da cidade é a esperança de um futuro melhor e mais justo.

Até iniciar a campanha eleitoral, em agosto último, a nova vereadora trabalhava no porto da cidade como prostituta. Com o incentivo dos amigos, principalmente dos taxistas, mototaxistas e dos comerciantes, decidiu mudar de vida. Para isso, se candidatou para as eleições municipais e após uma campanha humilde, somou 1.122 votos. Entre as mulheres, ela foi a vereadora mais votada.

Como vereadora, Coroca vai ganhar R$ 7,8 mil, mas enquanto não assumiu uma das 15 cadeiras da Câmara de Manacapuru, ela se virou como pode para ajudar nas despesas em casa. “Eu ajudo uma amiga a vender verduras em uma banca perto do porto. Mas meus amigos continuam me ajudando com ranchos e até com roupas”, revelou.
Ela se diz agradecida pelo apoio que recebeu dos amigos e familiares e afirma que vai fazer de tudo para ajudar os que realmente precisam. “Estou realizando um sonho. Sou muito agradecida a Deus. Prometo que vou cobrar o prefeito e vou lutar para que Manacapuru tenha uma clínica de hemodiálise”, disse.

A mais nova parlamentar da Princesinha do Solimões é mãe de três filhos, não chegou a concluir o ensino fundamental e é a primogênita dos quatro filhos dos aposentados Manoel Nonato Oliveira da Silva, 56, e Alcina Lomas da Silva, 66.
O trabalho de Coroca como prostituta foi muito criticado por outros parlamentares. Mas seu Manoel, que sempre apoiou a filha, tem uma resposta na ponta da língua para essa questão.

"Jesus disse, 'atire a primeira pedra quem não tem pecado'. A minha filha teve esse problema (prostituição), mas ela já superou isso. E eu digo aos nossos amigos vereadores, que se elegeram, que ao invés de atirar pedra, que façam projetos para o nosso povo que tanto precisa de ajuda", completou.
*Via Diário do Poder

sábado, 24 de dezembro de 2016

Vaccari, "o Moch", quer delação premiada e mamadeira.


Com medo de morrer, Vaccari disse que, caso faça um acordo de delação premiada e consiga se livrar da prisão, ele tem muito medo do pessoal do pão com mortadela, mas mesmo assim não resistiu às próprias convicções e resolveu romper o pacto de silêncio.
Segundo a imprensa, o homem que carregava a mochila cheia de dinheiro roubado para levar ao PT e que durante anos e anos atuou nas sombras, deve ser dono de segredos devastadores. Cansado, corroído fisicamente e psicologicamente, “o Moch”, ex-tesoureiro petista, está atualmente preso no Complexo Médico-Penal de Pinhais, no Paraná e sabe que a hipótese de escapar impune não existe.
Aos 57 anos de idade, a delação premiada é o único caminho que pode livrá-lo de morrer na prisão. Familiares de Vaccari já sondaram advogados especializados no assunto e discutiu-se até o teor do que poderia ser revelado.
Um dos primeiros ‘presentões’ a ser oferecido para os procuradores da Força Tarefa da Lava-Jato será a campanha eleitoral de Dilma em 2014. Vaccari tem documentos que podem sacramentar de vez o destino de Dilma.
Magoado e reclamando de ter sido esquecido na prisão, Vaccari confirmou que vai botar pra quebrar. Ele prestará depoimentos que poderão destruir não só a carreira política de Dilma e Lula, assim como também, poderá arrastar Michel Temer para o buraco.

Dilma Rousseff, como explicar uma propina de 50 milhões para sua campanha?


Está bastante difícil para os petistas dar explicações aceitáveis para quem não seja um alienado como a maioria deles. É que documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos apontam que houve um repasse de R$ 50 milhões da Odebrecht, pago pelo "Departamento de Propina" da empresa destinado à campanha da ex-presidente Dilma Rousseff em troca de um benefício à Braskem. Os americanos descrevem uma ação da Odebrecht e da Braskem junto a autoridades do governo, entre 2006 a 2009, para garantir um benefício tributário à petroquímica. Para avançarem nas negociações, as empresas receberam um pedido de um ministro do governo Lula. O ministro que solicitou os R$ 50 milhões teria sido Guido Mantega, então titular da Fazenda. O Departamento de Justiça do EUA descreve o acerto da propina feito com autoridades do alto escalão, mas não revela nomes dos executivos envolvidos. Primeiro foi feito um apelo a uma autoridade brasileira do governo Lula, identificada como o ex-ministro Antônio Palocci, que atuava como consultor da Braskem mesmo depois de deixar o Governo. O apelo seria para que Lula fizesse uma intervenção junto a Mantega, para o ministro da Fazenda tratar sobre o assunto. Os documentos americanos relatam também um encontro de um executivo da Odebrecht diretamente com Lula. Após uma série de reuniões da Odebrecht com Mantega, ele pediu contribuições para a campanha eleitoral de Dilma e escreveu “R$ 50 milhões” em um pedaço de papel. Como resultado das tratativas, em 2009, o Governo chegou a uma solução. De acordo com os americanos, foi lançado um programa de créditos tributários da qual a Braskem se beneficiou;
O ex-presidente e principal herdeiro da empresa, Marcelo Odebrecht, revelou a procuradores da Operação Lava-Jato que havia na Odebrecht uma espécie de conta em nome de Lula, cujo objetivo era manter o líder petista com influência depois que saísse da Presidência da República, obviamente para negociar com líderes de outros países para a contratação de obras e distribuição de propinas em países com afinidade ideológica com o PT. Tudo isso está sendo confirmado nas delações do 77 excecutivos da empresa, que envolvem um grande número de senadores e deputados, além de ministros e autoridades do atual governo. A população fica nas expectativa de explicações aceitáveis de quem andou se vangloriando de serem as pessoas mais honestas do mundo. E agora, Dilma, com explicar essa "merreca" de 50 milhões de reais? O povo quer sabe.


Porque hoje é Sábado, uma linda mulher.

A beleza da empresária e minha amiga Bia Farias

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Lulinha usou laranja para lavar apartamento de R$ 3 milhões.



O apartamento onde mora Fábio Luís Lula da Silva, primogênito do ex-presidente Lula, foi adquirido por R$ 3 milhões e recebeu reformas, armários e eletrodomésticos que, somados, custaram R$ 1,6 milhão. Os valores constam de um relatório da Polícia Federal, onde se informa ainda que o imóvel foi comprado em 2009 por Jonas Leite Suassuna Filho, um dos sócios do sítio de Atibaia e da Gamecorp, empresa de Fábio Luís. O sítio de Atibaia é usado pelo ex-presidente Lula e sua mulher, Marisa Letícia.
O laudo da Polícia Federal, anexado a um dos inquéritos que investiga o ex-presidente Lula e seu filho, mostra que Suassuna deu uma procuração para que a as chaves fossem entregues a Lilian Bittar, que cuidaria também das obras. Lilian é mulher de Fernando Bittar, outro sócio do sítio de Atibaia e da Gamecorp, e foi contratada como designer de interiores para supervisionar o acabamento do imóvel.
De acordo com os documentos anexados às investigações, que não estão sob sigilo de Justiça, o imóvel foi adquirido na planta e as chaves foram entregues em 2012. As reformas, instalação de armários planejados e eletrodomésticos ocorreram em 2013.
Segundo a PF, a reforma ficou em R$ 772,7 mil, os armários planejados custaram R$ 725,8 mil e os eletrodomésticos, R$ 130,8 mil. Os armários, da empresa Ornare, tiveram como responsável a empresa Coskin, que pertencia à Fernando Bittar e Lilian.
Junto com o laudo, a Polícia Federal anexou um e-mail enviado pela loja Miami Store que mostra que a compra dos eletrodomésticos foi feita a pedido de Fábio Luís e sua mulher. O e-mail é endereçado a Kalil Bittar, irmão de Fernando Bittar.
"Olá Kalil, tudo bem? Seguem os orçamentos dos produtos escolhidos pelo Fabio e esposa. Preciso transformá-los em pedido e negociar com você a forma de pagamento e desconto. Agora em outubro todos os eletrodomésticos terão seus valores reajustados devido à alta do dólar. Aguardo seu contato para fecharmos a negociação!"
Segundo as investigações, a nota fiscal que pagou parte dos eletrodomésticos foi emitida em nome da empresa PDI Processamento de Imagem Digital, que pertence a Kalil. Em depoimento à Polícia Federal, um funcionário da loja informou que Lulinha e Kalil estavam juntos no dia da compra. A adega climatizada foi comprada por Fernando Bittar. O nome de Kalil Bittar está como responsável pela compra de eletrodomésticos portáteis, como batedeira, liquidificador e torradeira.
O apartamento fica na Rua Juriti, no edifício Hemisphere, num dos bairros mais valorizados de São Paulo, perto do Parque do Ibirapuera, e tem 335 metros quadrados. O prédio tem piscinas coberta e descoberta, academia de ginástica, quadra poliesportiva e lounge. Em março passado, o imóvel foi foi alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal, na 24ª fase da Operação Lava-Jato.
Os advogados informaram, em nota, que não tomaram conhecimento do laudo da Polícia Federal, que foi anexado ao inquérito da Lava-Jato que investiga o sítio de Atibaia. O inquérito não é protegido por sigilo de Justiça.
“Não tomamos conhecimento do laudo citado pela jornalista. A Sra. Lilian Bittar é decoradora, amiga de Fábio Luis e de sua esposa, e assessorou o casal na compra de eletrodomésticos. A compra realizada envolve objeto lícito e pessoas privadas, sendo absolutamente despropositada a realização de um laudo policial para tratar do assunto. Maior absurdo ainda é a divulgação, pela Polícia Federal, de dados protegidos pela Constituição Federal. Não pode ser mera coincidência o fato de a divulgação ocorrer na mesma semana em que diversas testemunhas arroladas pelo Ministério Público Federal prestaram depoimentos que isentam o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva tanto na acusação relacionada ao triplex, do Guarujá, como na afirmada interferência na delação premiada de Nestor Cerveró”, disseram em nota.
Recentemente, a Polícia Federal também passou a investigar pagamentos feitos à Gamecorp pela Cervejaria Petropolis. Os delegados querem saber se a cervejaria fez repasses de valores de empreiteiras. A Gamecorp informou, na ocasião, que já prestou às autoridades fiscais os esclarecimentos solicitados, “demonstrando a inexistência de qualquer irregularidade na sua atuação”. “Registre-se, ainda, que o vazamento de um procedimento administrativo configura crime e será objeto das providências jurídicas cabíveis”, afirmou na nota o advogado da empresa, Cristiano Zanin Martins.
O grupo Petrópolis informou que os pagamentos à Gamecorp têm lastro “em contratos cujos objetos foram a captação e edição de imagens para a TV Corporativa do Grupo Petrópolis, além de transmissão e veiculação da programação”.
*As informações são da Polícia Federal.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

O pós-italiano Mino Carta.

A Carta Capital embolsou dinheiro do departamento de propinas da Odebrecht.

O pagamento foi feito a pedido de Guido Mantega, codinome Pós-Itália, tesoureiro clandestino do esquema do PT.
Paulo Cesena, da Odebrecht Transportes, relatou à PGR, segundo O Globo:
“Marcelo Odebrecht me chamou para uma reunião em sua sala e me informou que a companhia faria um aporte de recursos para apoiar financeiramente a revista Carta Capital, a qual passava por dificuldades financeiras. Marcelo me narrou que esse apoio era um pedido de Guido Mantega”.
E depois:
“Entendi que esse aporte financeiro tinha por finalidade atender a uma solicitação do governo federal/Partido dos Trabalhadores, pois essa revista era editada por pessoas ligadas ao partido”.
*Via O Antagonista