quinta-feira, 19 de outubro de 2017

A ONU é uma instituição hipócrita e falida, dominada pela escória do mundo.


"A ONU elegeu novos integrantes para o seu conselho de direitos humanos. Entre os os países eleitos estão Paquistão, Congo e Qatar.
No Paquistão ser Gay é crime. O governo do Congo é acusado de limpeza étnica, massacre e genocídio. O Qatar é uma monarquia totalitária. Os funcionários indianos que construem os estádios de futebol para a copa do mundo de 2022 trabalham em regime semi escravo.
Hoje em dia, mais de 10 países não democráticos participam do conselho de direitos humanos da ONU. Entre eles, Arábia Saudita, Irã, Venezuela e Coreia do Norte.
Eleger esses países pra falar de direitos humanos é a mesma coisa que eleger um estuprador para falar de direitos das mulheres. Se não estava claro, agora está."
*Por André Lajst

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Desemprego socialista.

Depois de anunciar a venda da sua luxuosa sede em Paris, o Partido Socialista francês, irá demitir mais da metade dos seus funcionários.
Com a derrota nas urnas, chegou a vez de os socialistas de carteirinha sentirem o mal do desemprego na própria pele.
As entradas anuais do partido caíram de 28 milhões de euros por ano para 8 milhões de euros.

* O Antagonista

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Pela primeira vez a decisão de um órgão de fiscalização responsabiliza a ex-presidente


Palocci volta ao ministério na gestão de Dilma Rousseff com anuência de Lula: chefe da Casa Civil . ( Foto: Gustavo Miranda / 7-6-11)

BRASÍLIA — O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou o bloqueio de bens por um ano da ex-presidente Dilma Rousseff em razão dos prejuízos na compra da refinaria de Pasadena, no Texas. Dilma, na ocasião do negócio, efetivado em 2006, era ministra da Casa Civil do primeiro governo Lula e presidente do Conselho de Administração da Petrobras. O bloqueio de bens se estende aos demais integrantes do conselho naquele momento: Antônio Palocci, preso em Curitiba na Lava-Jato; Claudio Luis Haddad; Fabio Colletti Barbosa; Gleuber Vieira; e José Sergio Gabrielli, ex-presidente da estatal. 

É a primeira vez que uma decisão de um órgão de fiscalização responsabiliza diretamente Dilma e demais conselheiros pelos prejuízos na compra de Pasadena. O assunto veio à tona em 2014 e pautou as discussões na campanha em que a petista foi reeleita presidente. Dilma sempre negou qualquer responsabilidade no negócio mal feito, atribuindo a um "parecer falho", elaborado pelo então diretor da Petrobras Nestor Cerveró, o aval dado pelo Conselho de Administração à compra da refinaria. 

Conforme a decisão do TCU, os ex-conselheiros devem ser responsabilizados solidariamente com os diretores e gestores da Petrobras, entre eles Cerveró, ex-diretor da Área Internacional; Luís Carlos Moreira da Silva, ex-gerente da Área Internacional; e integrantes da equipe de negociadores da estatal. Todos eles devem apresentar suas defesas ou recolher aos cofres da Petrobras uma quantia original de US$ 580,4 milhões, valor compreendido como prejuízo no negócio. O valor deve ter atualização monetária e acréscimo de juros.

Refinaria Pasadena, da Petrobras, nos EUA 
Agência Petrobras

Dilma e demais conselheiros "não cumpriram sua obrigação de acompanhar a gestão da Diretoria Executiva, por meio da análise devida das bases do negócio que seria realizado", segundo a decisão aprovada pelo plenário do TCU na manhã desta quarta-feira. Os integrantes do colegiado também não pediram "esclarecimentos mais detalhados sobre a operação antes de sua autorização, violando assim o 'dever de diligência' para com a companhia, o que causou prejuízo ao patrimônio da Petrobras", conforme o acórdão aprovado em plenário. 

Um laudo de uma empresa de consultoria especializada apontava um valor de US$ 186 milhões. A compra de metade da refinaria, em negócio feito com a Astra, e o compromisso de comprar a outra metade envolveu gastos de US$ 766,4 milhões, "resultando daí injustificado dano aos cofres da empresa", sustenta o TCU. 

O bloqueio dos bens é necessário para garantir o ressarcimento do débito apurado, conforme o tribunal. Ficam fora da medida recursos necessários à subsistência, o que inclui tratamento de saúde dos ex-conselheiros e de seus familiares. Dilma e demais investigados poderão designar quais bens entendem como necessário que não sejam tornados indisponíveis. 

DECISÃO SEGUE PARA MORO

Os ex-conselheiros têm 15 dias para justificar por que foram assinados contratos com "cláusulas prejudiciais" à Petrobras. A decisão desta quarta-feira será enviada à força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba e ao juiz Sergio Moro, além do Ministério da Transparência e Controladoria Geral da União (CGU). 

Em decisão anterior, de 30 de agosto, o TCU condenou Gabrielli e Cerveró a ressarcirem os cofres da Petrobras em US$ 79,89 milhões e a pagarem multa de R$ 10 milhões em razão de prejuízos na compra de Pasadena. Este é o primeiro resultado de uma das tomadas de contas especiais abertas no tribunal para tentar reaver o dinheiro perdido no negócio. Ao todo, foram instauradas três tomadas de contas – a que resultou na condenação de Gabrielli e Cerveró diz respeito à aquisição da segunda metade da refinaria. 

O ressarcimento dos US$ 79,89 milhões é solidário, a ser compartilhado entre Gabrielli e Cerveró. Os dois têm 15 dias, contados a partir da notificação, para comprovar o depósito do dinheiro à estatal. Cerveró, segundo a conclusão do TCU, comandou as negociações da aquisição da segunda metade da refinaria e elaborou uma carta de intenções sem "delegação do colegiado diretor nem do conselho de administração". Gabrielli, por sua vez, autorizou as tratativas comandadas pelo então diretor da Área Internacional, conforme o TCU. 

Já a multa de R$ 10 milhões é individual e deve ser recolhida ao Tesouro Nacional, também num prazo de 15 dias. As irregularidades foram consideradas graves e, por essa razão, os dois foram condenados pelo tribunal a ficar inabilitados para cargos públicos por um período de oito anos. O TCU também pediu que Advocacia Geral da União (AGU) e presidência da Petrobras adotem "medidas necessárias ao arresto dos bens dos responsáveis, tanto quanto bastem para o pagamento do débito". 

Outros investigados, que teriam concordado com o negócio, devem se explicar em audiência no tribunal. Entre eles está a ex-presidente da Petrobras Maria das Graças Foster. 

Nesta tomada de contas especial, o TCU eximiu de responsabilidade os conselheiros de administração da Petrobras, uma vez que o colegiado não deu aval ao negócio, conforme o tribunal. A ex-presidente Dilma Rousseff presidiu o conselho entre 2003 e 2010. Uma segunda tomada de contas trata especificamente da compra da primeira metade da refinaria, em 2006. Foi neste processo que o TCU decidiu bloquear os bens e responsabilizar Dilma e demais conselheiros. 

O TCU chegou a determinar o bloqueio de bens de dez ex-gestores da Petrobras apontados como responsáveis por um prejuízo de US$ 792 milhões na compra da refinaria de Pasadena. Entre eles, estavam Gabrielli, Cerveró, Paulo Roberto Costa e Renato Duque – estes três últimos investigados na Operação Lava-Jato. ( O Globo)

MPF denuncia Joesley e Wesley Batista por operações financeiras

Irmãos são acusados de usar informações privilegiadas para lucrar no mercado financeiro por meio das empresas JBS e FB Participações.
Wesley (dir.) e Joesley Batista, donos da Friboi, durante evento em São Paulo em agosto de 2013. 
(Foto: Zanone Fraissat/Folhapress/Arquivo)


O Ministério Público Federal (MPF) denunciou nesta terça-feira (10) os irmãos Joesley e Wesley Batista por uso de informações privilegiadas e manipulação de mercado por meio das empresas JBS e FB Participações. A denúncia foi oferecida à 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo um dia após a Polícia Federal (PF) entregar à Procuradoria o relatório final da Operação Tendão de Aquiles, que investigou e incriminou os irmãos



Os irmãos estão presos desde setembro. Segundo a investigação, eles se beneficiaram de informações relacionadas ao acordo de colaboração premiada firmado com a Procuradoria-Geral da República (PGR) para obter lucro no mercado financeiro. 



O G1 procurou a assessoria de imprensa da defesa dos irmãos Batista e aguarda retorno. 



De acordo com o MPF, os irmãos Joesley e Wesley Batista diminuíram o prejuízo e lucraram R$ 100 milhões com a compra de dólares dias antes do vazamento do acordo de deleção premiada. Segundo a Procuradoria, eles sabiam que a delação causaria a queda das ações da JBS e a alta do dólar, e atuaram para reduzir o prejuízo da empresa. 


A conversa com o presidente Michel Temer foi gravada em 7 de março e, no dia 28 daquele mês, o acordo de delação premiado foi assinado por Joesley e Wesley. O documento foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal em 11 de maio e vazou para a imprensa no dia 17.

Relatório final da PF incrimina Wesley Batista por lucro indevido no mercado financeiro.


De acordo com a Polícia Federal, o grupo empresarial dos Batista comprou US$ 1 bilhão às vésperas do dia 17 de maio. A JBS confirmou que comprou dólares no mercado futuro horas antes da divulgação da notícia de que seus executivos fizeram delação premiada. O dólar disparou no dia seguinte, subindo mais de 8%, o que resultou em ganhos milionários à empresa. 



Os Batista teriam praticado, então, o chamado “insider trading”, que é o uso de informações privilegiadas para lucrar com operações no mercado financeiro. 


No período de fechamento do acordo, Joesley determinou a venda de 37.427.900 ações da JBS na bolsa pelo valor de quase R$ 374 milhões (R$ 373.943.610). Wesley, por sua vez, determinou no período a compra de 23.037.500 de ações da JBS pela JBS S/A. O MPF informou que a operação casada evitou perda maior com a desvalorização dos papéis devido à delação. 

A venda das ações da JBS em abril também evitou um prejuízo de R$ 138 milhões aos irmãos, já que o valor das ações da empresa despencou depois da revelação de que os empresários eram investigados pela polícia. 

A Promotoria também informou que as operações com dólar se deram entre 28 de abril e 17 de maio, portanto entre o período de negociação da delação e o vazamento do acordo pela imprensa. As operações, determinadas por Wesley Batista, somaram US$ 2,8 bilhões, segundo o MPF. Só no dia do vazamento da delação, o grupo econômico faturou US$ 751,5 milhões. 

Segundo a Procuradoria, Joesley poderá ser condenado a uma pena de dois a 13 anos de prisão. Já Wesley, se condenado, poderá ficar mais tempo na prisão: como ele foi acusado também pelo uso de informação privilegiada para a compra de dólares, o MPF acredita que ele pegue de 3 a 18 anos de prisão. 


Relatório da PF 



O delegado da PF Edson Garutti disse nesta terça, em entrevista coletiva sobre o relatório entregue na segunda (9), que os irmãos tinham "informações bombásticas, com potencial de impacto relevante no mercado". 



"Eles tinham a expectativa de que, no futuro, essas informações viriam a público. Antes que viessem, se posicionaram no mercado financeiro e, com base nessas informações impactantes, aferiram lucro", explicou o delegado. (O Globo)

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

TCU propõe bloqueio de Bens de Dilma por prejuízo à Petrobras.

O ministro Vital do Rêgo, do Tribunal de Contas da União (TCU), propôs nesta quarta-feira (11) o bloqueio de bens de ex-membros do Conselho de Administração da Petrobras, entre eles a ex-presidente Dilma Rousseff, para ressarcir a Petrobras pelo prejuízo de US$ 580 milhões causado pela compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.
A proposta foi feita durante a leitura do voto de Vital. Para que o bloqueio aconteça, é preciso que o plenário do TCU aprove a medida. A decisão deve ocorrer ainda na manhã desta quarta.
Além de Dilma, o ministro propôs o bloqueio de bens de Antônio Palocci, Claudio Luis da Silva Haddad, Fábio Colletti Barbosa,Gleuber Vieira e José Sérgio Gabrielli.
Todos eles eram membros do Conselho de Administração da Petrobras quando foi aprovada a compra de 50% da refinaria de Pasadena, em 2006. Na época, Dilma Rousseff era ministra da Casa Civil no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e presidia o Conselho de Administração da estatal.
A aquisição de 50% da refinaria, por US$ 360 milhões, foi aprovada pelo conselho da estatal em fevereiro de 2006. O valor foi muito superior que os US$ 42,5 milhões pagos um ano antes pela belga Astra Oil pela refinaria inteira.
Depois, em 2012, a Petrobras foi obrigada a comprar 100% da unidade, antes compartilhada com a empresa belga. Ao final, aponta o TCU, o negócio custou à Petrobras US$ 1,2 bilhão.
De acordo com Vital, o conselho que aprovou a compra dos primeiros 50% da refinaria também é responsável pelo dano causado pela totalidade da refinaria.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Moro pede que defesa de Lula entregue originais dos recibos para perícia


Reprodução 
Recibos de aluguel apresentados por Lula têm datas inexistentes.
SÃO PAULO — O juiz Sergio Moro pediu nesta segunda-feira para que a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva esclareça se possui os recibos originais do apartamento em São Bernado do Campo para que eles sejam periciados. Em despacho protocolado no procedimento que investiga se o imóvel foi dado ao ex-presidente como propina, Moro ressaltou que é possível que a perícia técnica não seja suficiente para resolver a polêmica. 

"Há duvida, tratando-se de suposto falso ideológico, quanto à adequação de perícia técnica para a solução da controvérsia. Não obstante, trata-se de questão a ser analisada em seguida", disse. 

Os advogados de Lula terão cinco dias para se manifestar sobre o pedido de perícia feito pelo Ministério Público Federal, que afirmou que os documentos são ideologicamente falsos. Além disso, a defesa de Lula também poderá pedir outras diligências em relação aos documentos para apurar sua veracidade. 

"Deverá esclarecer expressamente se dispõe dos originais dos recibos e, se positivo, depositá-los em Secretaria", determinou Moro. 

O GLOBO revelou que o empresário Glaucos da Costamarques diz ter assinado de uma vez só todos os recibos de aluguel referentes ao ano de 2015. Glaucos é o dono do apartamento alugado ao ex-presidente — que, para a força-tarefa da Lava-Jato, foi comprado com propina da Odebrecht. 

Segundo ele, a família de Lula só passou a fazer os pagamentos em novembro de 2015, após a prisão de José Carlos Bumlai. 

Um dia depois da prisão, internado no hospital Sírio Libanês em São Paulo, Costamarques teria recebido a visita do advogado Roberto Teixeira, compadre de Lula, dizendo que os aluguéis passariam a ser pagos. Pouco depois, foi procurado pelo contador, João Muniz Leite, que a pedido de Teixeira, levou a remessa de recibos para serem assinados.
 

domingo, 8 de outubro de 2017

Pois é Ministra, mas nada se faz ou fará?

A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, afirmou nesta sábado que o brasileiro não dormiria, se conhecesse tudo o que ela sabe. A declaração foi dada pela ministra ao comentar a situação dos presídios brasileiros, segundo ela, totalmente dominados organizações criminosas.

sábado, 7 de outubro de 2017

Meu livre pensar...


"LIVRE PENSAR, É SÓ PENSAR"
(Millor Fernandes)

Uma coisa penso eu: Claro que essa esquerdalha teme Bolsonaro. FHC, Lula & Caterva estão se cagando. 
Se entra um Governo de direita vai punir todos esses ladrões da República. 
Atentem para o fato de que os ladrões da República, em sua totalidade, ou são de esquerda ou se aliaram a ela, direta ou indiretamente, no projeto de poder. 
Vem chumbo grosso por aí e eles tem medo.
Acham que senadores de esquerda como Alvaro Dias e outros aprovaram, ou concordaram, com os nomes da esquerda para a Justiça por quê? 
Temiam ser punidos e buscariam guarida na Justiça que eles julgavam ( e julgam ) amiga.
Um Governo forte derrubaria todos eles mas eles se valeriam da Justiça...
Mas tudo pode mudar...
O Brasil não pode mais abrigar ladrões impunemente.

"A beleza salvará o mundo!"

Arte: Madonna Sistina, de Rafaello
Um dos feitos mais extraordinariamente diabólico, que os engenheiros sociais realizaram, foi o rebaixamento da arte a mera técnica de subversão social. Ao transformarem a arte em meio de ação revolucionária aleijaram um dos pilares civilizacionais que mantinham nossa comunidade em pé. A arte sempre foi vista como um meio para um fim, uma técnica que possibilitava atingir um fim mais elevado, o belo. A dimensão estética da existência, desde os gregos, sempre foi vista como um valor em que o belo e o bem constituíam o mesmo fenômeno transcendente. A arte era o conjunto de técnicas que possibilitava o espírito humano (psique) se conectar com o belo e o sublime, dois atributos (arate) divinos. Em outras palavras, a arte era meio pelo qual a alma humana se conectava com Deus, era outra forma, além da filosofia, em que a tensão existencial na metaxy tornava o Agathon iluminado para a consciência. Essa noção foi muito bem recepcionada pelo cristianismo, toda a teoria estética cristã tratava a arte como esse magnífico estado de contemplação Divina. E foi nestes termos que vimos os mais extraordinários feitos artísticos da humanidade e os mais espetaculares artistas, como Rafael ou Michelângelo.
Contudo, a revolta egofânica que contaminou o ocidente cristão e culminou nas mais inumanas e indignas revoluções atingiu todos os níveis de nossa sociedade. A razão foi destituída do seu elemento de revelação transcendente e virou mera estupidez ideológica iluminista, a moral foi rebaixada ao nível de quinquilharia dispensável e virou mero acessório de sistemas jurídicos positivistas amorfos e a arte foi deformada a mera ação de transgressão e feiura, perdendo toda dimensão estética do sublime e do belo.
Os padrões estéticos que outrora se conectavam com o belo, ao bem, foram rompidos e rejeitados. Onde antes tínhamos uma técnica que nos convidava ao vislumbre das virtudes divinas, agora temos um manancial de depravação e feiura onde tudo que for ofensivo a condição humana é glorificado num espetáculo grotesco e horribilíssimo. Os artistas geniais que elevavam o padrão humano a um nível nobre e digno foram substituídos por militantes engajados afetados, focados em por abaixo todos os pilares de nossa civilização.
Neste espetáculo de horrores que virou a arte moderna, restou apenas o homem comum, violentado e ultrajado em tudo que ama e acredita, refém de uma corja de psicopatas, que se dizem artistas, que, celebrados por todos os igualmente repugnantes "jornalistas" de nossa era, contam com uma carta branca para praticar todos os mais vis atos contra a condição humana.
Enquanto não retornarmos a arte como meio de alcançar o belo, o bem e Deus, continuaremos chafurdando nesse lodo de depravação e imoralidade que virou a arte moderna. Nunca Dostóievski
esteve mais certo, pois só a beleza salvará o nosso mundo!



terça-feira, 3 de outubro de 2017

Temer "convém".

Os 59% de brasileiros que querem o afastamento de Michel Temer terão de esperar o fim de seu mandato.
Diz o editorial da Folha de S. Paulo:
“A copiosa rejeição a Temer não se traduz em atos populares por sua saída, nem em fortalecimento da oposição parlamentar, tampouco em instabilidade que desarranje a economia.
O atual governo é desaguadouro natural de frustrações diversas e acumuladas dos brasileiros com políticos, práticas corruptas e estelionatos eleitorais —o que não chega a configurar injustiça (…).
À medida que se avança no tempo, porém, um ponto de vista pragmático parece ganhar corpo na sociedade: quanto mais perto das eleições e do fim desta administração, menos producente se afigura nova troca no comando do país.
Nesse sentido, de acordo com o Datafolha, cresceu de 30% para expressivos 37% a parcela dos que acham preferível que Temer conclua seu mandato.
Esse se mostra, diga-se, o cenário mais provável. O peemedebista, tudo indica, mantém apoios suficientes no Legislativo para barrar mais uma denúncia apresentada pelo Ministério Público.

Além disso, nenhuma das principais forças políticas tem real interesse no afastamento do presidente — seu desgaste contínuo convém tanto à oposição petista, carente de bandeiras, quanto a aliados de ocasião desejosos de arrancar favores do Executivo.” ( O Antagonista )

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Saiba o porque dos políticos preferirem o foro privilegiado.

Um quinto dos processos n STF caducou em 2016. Relatório do CNJ sobre carga de trabalho do Supremo mostrou que 18,8% dos casos em tramitação prescreveram no ano passado. Esta taxa é a mais alta em 8 anos.
Um em cada cinco processos em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF) prescreveu no ano passado. Segundo relatório elaborado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a chamada taxa de prescrição de 2016 chegou a 18,8%, maior patamar em oito anos. Esse movimento foi acompanhado, contudo, de um aumento exponencial nos processos originários na Corte, que cresceram seis vezes de 2009 até o ano passado, saltando de 476 para 2.803.
A pesquisa sobre a carga de trabalho do STF foi encomendada pela presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia. O estudo é de junho deste ano. De acordo com ex-ministros da Corte e pesquisadores do Direito Constitucional ouvidos pelo Estado, a causa da alta taxa de processos que caducaram é justamente a intensa carga de trabalho dos 11 integrantes do Tribunal.( ESTADÃO)
COMENTO: "Tá legal, eu aceito o argumento" mas não dourem a pílula tanto assim, olhe que os Ministros do STF tem dezenas de assessores Juízes Togados, Advogados, Bacharéis, Técnicos e uma leva de funcionários de apoio para a execução de suas tarefas. É o Judiciário mais farto em assessoria e mordomias do mundo. Não se Justifica tanta prescrição. Uma triagem sobre os assuntos e objetividade devera ser efetuada. Mas eles preferem a velha e tradicional burocracia lenta, mesmo que agora informatizada...é mole?

Certos advogados e seus clientes aloprados...

Zanin disse a Lula que juntada de recibos seria o ‘golpe de mestre’.

A situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desde o início do ‘Petrolão’, vem gradativamente piorando, ficando mais difícil e sempre mais complicada.
Difícil lidar com a Justiça, quando esta tem pessoas sérias e dispostas a alcançar a verdade e você está errado, envolto num emaranhado de falcatruas, crimes, propinas e corrupção.
A situação atual do ex-presidente é insanável. Lula está absolutamente sem saída e o seu destino cruel é questão de tempo. Quem viver verá.
É verdade que muita coisa que poderia ter sido evitada conspirou contra o ex-presidente. 
O imbróglio em que se meteu o ex-senador Delcídio do Amaral é um claro exemplo. Mesmo ali, diante da gravidade da situação, Lula se mostrou e se sentiu inatingível. Ao invés de dar a mão e ser solidário, taxou o companheiro de ‘imbecíl’, jogou-o aos ‘leões’, permitiu que fosse mantido preso e não moveu um dedo para salvar o seu mandato senatorial. Virou-lhe às costas. Diferentemente do que faz hoje com Aécio, um inimigo.
A história poderia ter tido um rumo diferente se o PT naquele momento tivesse sido solidário com Delcídio.
Por outro lado, onipotente, Lula jamais imaginou que necessitasse de uma defesa profissional, gabaritada, técnica.
Entregou a responsabilidade jurídica de seus processos nas mãos do compadre, que sempre foi um advogado medíocre, e de seu genro, um sujeito engomadinho que se julgava inteligente e estrategista.
Zanin na realidade é um bobalhão. Fez tudo errado. Partiu desde o início para o confronto com o magistrado, com deselegância, ofensas gratuitas e absolutamente desnecessárias.
Pretendia que Moro o prendesse, para assim transformar a sua prisão num troféu.
Moro, impassível, manteve o controle da situação e foi avançando contra o réu.
Zanin sempre colecionando derrotas, perdendo todos os recursos. 


Lula, em contrapartida, cada vez mais acuado e sem saída.
Até chegarmos a mais recente audiência, quando o juiz, ante o depoimento de Glaucos Costamarques, cobrou de Lula os recibos da locação do apartamento vizinho ao seu na Avenida Prestes Maia, em São Bernardo do Campo.
Lula, já tonto de tanta bordoada, disse que deveriam estar guardados.
Neste momento, a luz do brilhantismo de araque do advogado brilhou e ele teve a grande ideia.
E disse a Lula, que seria o ‘golpe de mestre’, a reviravolta processual.
Ledo engano. Apressado, insano e midiático, não teve a técnica necessária para mais uma pilantragem. 
Daqui pra frente a situação vai piorar com bastante rapidez. Lula está morto.
É só aguardar.

* Por José Tolentino, jornalista editor do Jornal da Cidade online.

O clima não esta tão bom para o Aécio no Senado.

* Via Revista IstoÉ

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Parabéns ao Cruzeiro de Minas Gerais.


A seita da jaracaca.


Palocci chegou a ser comparado com o filósofo e escritor Luiz Felipe Pondé, que comparou o PT à uma seita. A seita da Jararaca:


"O PT é uma seita. Sempre foi. E o traço essencial de toda seita é o ódio. Esta seita colheu seu fanático séquito de seguidores entre grande parte da inteligência (tola?) do país. O PT hoje continua sendo uma seita, mas não mais a seita da estrela da esperança (que enganou muitos e continua enganando alguns), mas a seita da jararaca. E seu veneno ainda pode ser mortal, justamente porque ele não está nem aí para a população. A essência do veneno da seita da jararaca (o PT) é justamente sua indiferença para com o Brasil e sua população comum, contrariamente ao discurso populista com o qual enfeitiçou o país por décadas".

* Via Graça dgferraz@terra.com.br [resistencia-democratica]

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Palocci pede para sair do PT e ataca Lula: 'Até quando vamos fingir acreditar?'

                                                                                               
                                                                                                Imagem - reprodução


O ex-ministro Antonio Palocci foi condenado na Lava-Jato por intermediar pagamentos de US$ 10 milhões da Odebrecht. 


SÃO PAULO — O ex-ministro Antonio Palocci se adiantou ao procedimento de expulsão iniciado pelo PT na semana passada e pediu desfiliação do partido. Em uma carta de quatro páginas, Palocci diz que decidiu colaborar com a Justiça e sugeriu que o PT faça o mesmo por meio de um acordo de leniência entre o partido e a Lava-Jato. O ex-ministro aproveitou para atacar o ex-presidente Lula: 
"Até quando vamos fingir acreditar na autoproclamação do "homem mais honesto do país" enquanto os presentes, os sítios, os apartamentos e até o prédio do Instituto (!!!) são atribuídos a Dona Marisa? Afinal, somos um partido sob a liderança de pessoas de carne e osso ou somos uma seita guiada por uma pretensa divindade?", escreveu Palocci. 
O ex-ministro disse estar disposto a enfrentar qualquer procedimento de natureza ética no partido sobre os crimes que cometeu nos governos do PT. 
Palocci disse ainda que chegou a conversar com Lula e Rui Falcão, ex-presidente do partido, sobre uma suposta proposta de acordo de leniência entre o PT e a Lava-jato sugerida pelo ex-tesoureiro do partido, João Vaccari. Palocci reafirmou as acusações que fez contra o ex-presidente em seu interrogatório ao juiz Sergio Moro no último dia 6. 
"São situações que presenciei, acompanhei ou coordenei normalmente junto ou a pedido do ex-presidente Lula. Tenho certeza que, cedo ou tarde, o próprio Lula irá confirmar tudo isso", disse Palocci, que relembrou uma entrevista de Lula após o mensalão em que o ex-presidente admitiu o uso de caixa dois nas eleições. 
Palocci ainda lembrou da reunião ocorrida na biblioteca do Palácio do Alvorada em que Lula teria encomendado que os contratos de sondas do pré-sal fossem utilizados para financiar as campanhas do partido. 
"Um dia, Dilma e (José Sérgio) Gabrielli dirão a perplexidade que tomou conta de nós após a fatídica reunião na biblioteca do Alvaroda, onde Lula encomendou as sondas e as propinas, no mesmo tom, sem cerimônias, na cena mais chocante que presenciei do desmonte moral da mais expressiva liderança popular que o país construiu em toda nossa história", disse. 
Ao final da carta, Palocci pediu a Gleisi Hoffman que o PT se renove para recriar a esperança de um exercício saudável da política e voltou a afirmar que apoia a proposta de um acordo de leniência do PT. 
"Por todas essas razões, ofereço a minha desfiliação e o faço sem qualquer ressentimento ou rancores. Meu desligamento do partido fica então à vossa disposição", concluiu. 

*Por Dimitrius Dantas em O Globo

terça-feira, 26 de setembro de 2017

STF, por enquanto, dá punição branda a Aécio Neves.

STF afasta Aécio do mandato e impõe recolhimento noturno e, Por três votos a dois, Primeira Turma proíbe parlamentar de manter contato com investigados. Para quem diz jamais querer se aproximar da direita, agora terá que pagar junto com seus "amigos" da esquerda. A cadeia ainda te espera Aécio! Você chegará lá por seus próprios passos!

Por três votos a dois, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou nesta terça-feira a suspensão do mandato do senador Aécio Neves (PSDB-MG), bem como o recolhimento domiciliar noturno do parlamentar, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Aécio também ficará proibido de manter contato com outros investigados e terá que entregar o passaporte à Justiça. Os ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux concordaram que o tucano usou o mandato para tentar atrapalhar as investigações da Lava-Jato. 

Foi negado, no entanto, o pedido de prisão da PGR. Por unanimidade, os ministros ponderaram que a Constituição Federal proíbe a prisão de parlamentares em exercício, a não ser que tenha ocorrido flagrante delito de crime inafiançável. Segundo os ministros, a PGR não comprovou essa condição. 
Apenas Marco Aurélio Mello e Alexandre de Moraes recusaram o pedido da PGR para que o tucano cumprisse as medidas cautelares do recolhimento noturno, afastamento do mandato, entrega do passaporte à Justiça e proibição de se comunicar com outros investigados. Segundo eles, o Código de Processo Penal, não há previsão de afastamento dos parlamentares do mandato. 
Aécio já havia sido afastado do mandato no Senado no dia 18 de maio, quandoi foi deflagrada a Operação Patmos, que investigou pagamentos da JBS ao primo do parlamentar. Frederico Pacheco, o primo de Aécio, foi flagrado em ações controladas da Polícia Federal recebendo duas malas com R$ 500 mil de Ricardo Saud, executivo da JBS. Na ocasião, o então procurador-geral Rodrigo Janot pediu a prisão de Aécio, mas o ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no STF, negou o pedido. No entanto, Fachin determinou seu afastamento das funções parlamentares. 
Dois meses depois, no dia 30 de junho, o ministro Marco Aurélio Mello, que se tornou relator do caso de Aécio após desmembramento dos processos, autorizou que o tucano retomasse o mandato. Ao voltar ao Congresso, Aécio disse ser vítima de uma "injustiça". 
Aécio foi denunciado ao Supremo por corrupção passiva e obstrução de Justiça. Ele nega as acusações.


* Por Carolina Brígido, em O Globo

sábado, 23 de setembro de 2017

Mourão botou o bode na sala... E agora?

https://3.bp.blogspot.com/-TA6H80TtDK8/WcZOtvcmTaI/AAAAAAAAnJk/DdiOxX-5Q_UgPQNEse05-YnmNko3KmSGACLcBGAs/s400/Atra%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bpela%2Bcorrup%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, deu ontem, como oficialmente terminado, o “Caso Mourão” – uma falsa polêmica gerada pela interpretação da mídia tradicional a um discurso que bateu recordes de viralização nas redes sociais. Entre um tiroteio e outro na super favela da Rocinha, Jungmann declarou: “Me reuni com o comandante do Exército, ele tomou as providências necessárias, emitiu nota a esse respeito e este caso está encerrado”.
O ministro pode dizer o que quiser, mas o caso não está. Necessita de muitos esclarecimentosQuem assistiu realmente ao vídeo da palestra dada pelo General de Exército Antônio Mourão na Maçonaria, vai constatar que ele em nenhum momento defendeu “Intervenção Militar” ou “Golpe”. O militar apenas pontuou que o Exército, por obrigação Constitucional e por visão estratégica, está preparado para tudo, caso a crise brasileira se agrave, por omissão ou falha do Judiciário em combater a corrupção, punindo os corruptos de maneira exemplar e na forma das leis em vigor.
Na palestra, o General Mourão deixou claro que quem fala pelo Exército é seu Comandante, General Villas-Bôas, e que este sempre tem ressaltado o compromisso do Exército com a Democracia e a Constituição. No entanto, os aloprados de esquerda – no parlamento e na mídia – fizeram a “interpretação” distorcida, que quiseram, do discurso de Mourão. Tal burrice ou canalhice é imperdoável eticamente. Tal postura não deixa o “Caso Mourão” se encerrar.   
Conforme destacou Raul Jungmann, o Comandante do Exército, General Eduardo Villas Bôas, divulgou ontem uma nota para desautorizar outros militares que tenham falado em nome da instituição. No texto, Villas Bôas afirma que já apresentou ao ministro esclarecimentos envolvendo o General Mourão “para assegurar a coesão, a hierarquia e a disciplina”. Curiosamente, para pavor da esquerdalha e da bandidagem, o texto não repreende, nem desautoriza o conteúdo do discurso de Mourão.
Assim, é inconsistente e até infantil a versão midiática de que Villas-Bôas “repreendeu” Mourão... Generais do Alto Comando do Exército não praticam este tipo de “viadagem” (perdão, mas não existe outro termo técnico adequado para descrever mais uma tentativa da mídia em inventar uma postura que militares de idêntica alta patente não adotam em suas reuniões ou conversas profissionais).
Os 15 membros do Alto Comando do EB promovem debates estratégicos de alto nível e tomam decisões em função do que analisaram. Não agem de modo emocional, como em briguinhas de comadres. O mais seguro é levar muito a sério o que escreveu ontem e tem repetido insistentemente o Comandante Villas-Bôas, um dos mais brilhantes oficiais da História do Exército Brasileiro na área da Comunicação Democrática e da Transparência: “O Exército Brasileiro é uma instituição comprometida com a consolidação da democracia em nosso País”.

Só idiotas ou canalhas não querem ou preferem não entender que o Alto Comando do Exército não vai tolerar os desvios ou sabotagens que a corrupção sistêmica e seus agentes promovem contra os princípios do Estado Democrático de Direito. Daí vem o contundente “recado” do General Mourão. Nossos militares não querem dar golpe, na mesma proporção em que não vão aceitar golpes em andamento contra a Democracia.
O engraçado é: a mídia que pinta Mourão como um “General da Coréia do Norte, de Cuba ou da Venezuela” é a mesma imprensa que clama por “intervenção” dos militares na hedionda guerra civil nos grandes centros urbanos brasileiros, sobretudo o Rio de Janeiro, exemplo máximo de um Estado subjugado pelo Crime Institucionalizado.
O problema grave é que nosso falho ordenamento jurídico não dá total amparo legal aos militares que receberam a amarga missão de neutralizar narcoguerrilheiros em regiões faveladas. Novamente, em nome da Garantia da Lei e da Ordem, nossas Forças Armadas vão cumprir o papel básico de uma Polícia Militar. Isto sim é um “golpe”... Só que um golpe dado contra os militares, e não o golpe que a esquerdalha bandida teme que eles decretem pela força.
O desfecho do que pode acontecer no Rio de Janeiro, na Rocinha ou em outra qualquer, será decisivo para a construção e consolidação de um regime democrático que ainda não temos no Brasil. O ainda ineficaz combate à corrupção sistêmica é a prova de que estamos distantes da segurança jurídica necessária. Foi apenas isto que o General Mourão expôs, claramente, na palestra maçônica que viralizou.
Resumindo: os militares – como a maioria dos brasileiros – querem mudanças estruturais feitas a partir do ordenamento constitucional que está em vigor, por mais falho que ele seja. O jogo é mais de legitimidade do que de mera legalidade.
Falando ou não em nome do Exército – tal enigma é indecifrável -, Mourão apenas “colocou o boné na sala”. E agora?... Agora temos de mudar o Brasil, ou a bagaça vai degenerar em violência descontrolada... Por enquanto, o Crime está vencendo por goleada...
Não é toa que estamos suportando o governo de um acusado de chefiar uma organização criminosa, enquanto os antecessores dele continuam livres, leves e soltos, desafiando o regime democrático...

*Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net -  Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Resumão da semana.

A intervenção no Rio de Janeiro.

A estrela bandida.

Quem é Danúbia de Souza Rangel, mulher do traficante Nem e principal suspeita de arquitetar a retomada da favela da Rocinha, no Rio de Janeiro? Mesmo foragida, ela exibe nas redes sociais cenas de sua vida luxuosa.
A glamourização do crime chegou ao limite do impensável: a nova estrela das redes sociais é uma foragida da Justiça. Danúbia de Souza Rangel, 33 anos, é mulher do traficante Nem e condenada a mais de 20 anos de prisão por tráfico de drogas, associação ao tráfico e corrupção ativa. Na semana passada, ela voltou a estampar as páginas dos jornais após ser despejada da Rocinha, no Rio de Janeiro, pelo traficante Rogério 157 – ex-parceiro de Nem e atual soberano do morro. A situação serviu para evidenciar o lado exibicionista da criminosa. Dadá Rangel, como é conhecida, conta com dezenas de perfis em redes sociais, além dos que são administrados por fãs-clubes que levam os nomes de “Diva Dada Rangel” e “Danubianáticas Rangel”. Uma conta veiculada a ela no Instagram ganhou mil seguidores só nos últimos dias. Ousada, ela zomba da polícia nas legendas de fotos de biquíni “Fase ruim nenhuma vai me derrubar”. Já no Facebook, em uma página com o nome dela, está escrito que “Foragida sim, de boa também”.
A glamourização do crime chegou ao limite do impensável: a nova estrela das redes sociais é uma foragida da Justiça. Danúbia de Souza Rangel, 33 anos, é mulher do traficante Nem e condenada a mais de 20 anos de prisão por tráfico de drogas, associação ao tráfico e corrupção ativa. Na semana passada, ela voltou a estampar as páginas dos jornais após ser despejada da Rocinha, no Rio de Janeiro, pelo traficante Rogério 157 – ex-parceiro de Nem e atual soberano do morro. A situação serviu para evidenciar o lado exibicionista da criminosa. Dadá Rangel, como é conhecida, conta com dezenas de perfis em redes sociais, além dos que são administrados por fãs-clubes que levam os nomes de “Diva Dada Rangel” e “Danubianáticas Rangel”. Uma conta veiculada a ela no Instagram ganhou mil seguidores só nos últimos dias. Ousada, ela zomba da polícia nas legendas de fotos de biquíni “Fase ruim nenhuma vai me derrubar”. Já no Facebook, em uma página com o nome dela, está escrito que “Foragida sim, de boa também”.
Foi de dentro da comunidade que a ex-primeira dama do tráfico arquitetou com o marido, preso em uma penitenciária de segurança máxima em Rondônia, a invasão da Rocinha. A ideia de Nem era retomar o poder do lugar, que está nas mãos de Rogério 157. Os dois eram aliados, mas romperam no ano passado. O ataque ocorreu na madrugada de domingo, mas o bando de Nem não teve sucesso. A polícia entrou na comunidade na segunda-feira. Ao todo, quatro pessoas foram mortas e três moradores ficaram feridos.


* http://istoe.com.br/a-estrela-bandida/#.WcW4iHBnvdI.facebook

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

STF "lava as mãos" e decide remeter segunda denúncia contra Temer.

                                                       
                                                                            Foto: Ailton de Freitas / Agência O Globo
O ministro Edson Fachin e a procuradora-geral da República, Raquel Dodge 


RIO — Por dez votos a um, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou nesta quinta-feira o envio da denúncia contra o presidente Michel Temer por organização criminosa e obstrução da justiça para a Câmara dos Deputados. A presidente da corte, ministra Cármen Lúcia, manifestou a interlocutores a intenção de encaminhar o documento aos parlamentares ainda nesta quinta-feira. 

Para a maioria dos ministros, primeiro, a Câmara precisa fazer o juízo político sobre a denúncia. Somente com a autorização de dois terços dos deputados é que o STF poderia fazer a análise jurídica do caso, incluindo a validade ou não das provas e da forma como elas foram obtidas. Nessa fase o STF decidiria se abre ou não ação penal contra Temer e o transforma em réu. Os ministros também afirmaram que, neste momento, não é possível analisar se as provas apresentadas pelos executivos da JBS são válidas ou não. 

Dos onze integrantes do tribunal, apenas Gilmar Mendes votou para que a denúncia fosse suspensa até que terminassem as investigações sobre o novo áudio dos delatores do JBS. Ele também queria que a denúncia fosse devolvida para a Procuradoria-Geral da República (PGR) para revisão. 

A sessão de hoje foi aberta com a fala do ministro Marco Aurélio Mello, que deu parecer positivo sobre o prosseguimento da denúncia. Em seguida, o decano do tribunal, ministro Celso de Mello e a presidente do STF, Cármen Lúcua, também acompanharam o voto do relator Edson Fachin pelo envio da denúncia à Câmara.

O ministro Marco Aurélio iniciou o seu voto dizendo que "não é um juiz dado a elogios, muito menos a críticas", mas que não poderia fugir à tentação de dizer algo sobre a nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge.E ressaltou que a nova procuradora-geral tem sua "confiança total" para continuar o trabalho da PGR. 

Para Marco Aurélio, a fase de apreciação da denúncia é uma fase posterior, quando os ministros terão a oportunidade, se houver deliberação positiva da Câmara, de se pronunciarem quanto à admissão ou recusa da ação. 

— Se nesse depoimento se tem notícia de práticas criminosas, evidentemente uma omissão quanto a ele não pode prejudicar o que foi verbalizado pelo colaborador. Não há, uma vez rescindido o acordo, qualquer reflexo a prejudicar o que se tem como objeto do relator — defendeu o ministro Marco Aurélio. 

Segundo Celso de Mello, a autorização da Câmara para processar e julgar o presidente, sempre que se tratar de agressões comuns é exigência não eliminável. O ministro aproveitou seu voto para falar sobre o mal provocado pela corrupção. 

— A corrupção é perversão da ética do poder. Nenhum cidadão pode viver com dignidade numa sociedade corrompida — ressaltou Celso de Mello. 

Na tarde de ontem, os ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux e Ricardo Lewandowski acompanharam o voto do relator do processo, Edson Fachin, e foram favoráveis ao envio. Dias Toffoli acompanhou parcialmente, mas também optou por enviar a denúncia para apreciação dos deputados. O ministro Gilmar apresentou um longo voto, no qual fez diversas críticas ao ex-procurador-geral Rodrigo Janot, e acolheu os pedidos da defesa de Temer, sendo contrário ao envio da denúncia. 

Temer foi denunciado na última quinta-feira pelos crimes de obstrução de Justiça e participação em organização criminosa. A defesa do presidente pediu para que a denúncia fique paralisada até que se encerrem as investigações sobre o novo áudio da JBS, em que os delatores põem em xeque a lisura de suas delação premiada.

Por Carolina Brígido, O Globo

Cabral é condenado a 45 anos de prisão na Calicute.

Foto: Geraldo Bubniak
O ex-governador Sérgio Cabral: pedido negado pela Justiça. Essa foi a primeira sentença dada pelo juiz Marcelo Bretas ao ex-governador.
RIO — O ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) foi condenado nesta quarta-feira a 45 anos e dois meses de prisão na Operação Calicute — é a maior pena das investigações no Rio até o momento. Ele foi considerado culpado dos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Essa foi a primeira sentença do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio e responsável pela Lava-Jato no Rio, sobre o peemedebista. O magistrado ainda vai julgar outros 12 processos em que o ex-governador é réu. (Leia a íntegra da denúncia)
Cabral condenado

A ex-primeira-dama do Rio Adriana Ancelmo foi condenada a 18 anos e três meses de prisão. Esta é a primeira condenação dela. Os ex-secretários Wilson Carlos (Governo) e Hudson Braga (Obras) também foram condenados — Carlos recebeu sentença de 34 anos de prisão, enquanto Hudson, 27 anos.
"O conjunto probatório trazido aos autos comprovou a prática sistemática de corrupção passiva pelos réus, com o fim de favorecer a ANDRADE GUTIERREZ em contratos com o Estado do Rio de Janeiro, passando, assim, a integrar o seleto “clube das empreiteiras”, que exerceu sua hegemonia no território fluminense ao longo dos dois mandatos do ex-governador SERGIO CABRAL, mediante cartel e fraude a licitações", afirmou Bretas na decisão, que classificou a atuação do ex-governador e seus aliados como um "forte esquema criminoso".

A maior pena de Cabral foi pelo crime de corrupção passiva (24 anos de reclusão). A condenação por lavagem de dinheiro foi de 13 anos e a de pertencimento à organização criminosa foi de oito anos e dois meses.
"Os acordos (de delação) trouxeram à tona a existência de verdadeira organização criminosa, liderada pelo o ex-governador SERGIO CABRAL, especializada na prática sistemática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro", escreveu Bretas na sentença.

Ainda de acordo com o magistrado, "os recursos públicos que são desviados por práticas corruptas deixam de ser utilizados em serviços públicos essenciais, como saúde e segurança públicas".
Segundo Bretas, "os acusados SERGIO CABRAL e WILSON CARLOS há muitos anos sustentam uma vida de luxo e conforto com o fruto de vários acordos criminosos feitos com várias empresas".



O magistrado chamou de "tese fantasiosa" o argumento apresentado por Cabral em depoimento de que os recursos recebidos, em espécie, eram relativos a caixa dois de campanhas eleitorais.

"Em primeiro lugar, a defesa nada apresenta, além da suspeita afirmação do acusado SERGIO CABRAL, como evidência de que seriam simples “doações eleitorais oficiosas” os muitos recolhimentos de dinheiro em espécie já desvendados. Em segundo lugar, diante da situação de insegurança vivida há muito nos grandes centros urbanos, sobretudo no Rio de Janeiro, somente o fluxo de recursos ilegais justificaria o risco assumido no transporte de vultosas quantias em dinheiro. Em terceiro lugar, as anotações constantes dos registros da propina arrecadados com o corréu Carlos Bezerra eram frequentes, independente de se tratar ou não de períodos eleitorais. Em quarto lugar, os colaboradores ouvidos em Juízo são unânimes em referir-se ao pagamento contínuo, por longos períodos, de propinas em dinheiro, nada se falando sobre “doação de campanha”. Em quinto lugar, muitos são os registros encontrados, na referida “contabilidade da propina” esclarecida pelo corréu Carlos Bezerra, de pagamentos de despesas pessoais do acusado SERGIO CABRAL, sua esposa, a corré Adriana Ancelmo, e outras pessoas da família ou a ele relacionadas, sem relação com gastos em campanhas eleitorais".

Bretas refutou também o argumento de que os acordos de delação dos executivos da Andrade Gutierrez, que deram início à investigação, deveriam ser anulados:

"De outra parte, a discussão em torno de paradigmas éticos, sobretudo no que toca aos fundamentos políticos e jurídicos das normas vigentes acerca dos acordos de colaboração premiada, não pode culminar em soluções jurídicas favoráveis ou protetivas à prática de crimes, sobretudo em se tratando daqueles que configuram verdadeiro câncer destrutivo de todas as instituições estruturais de uma sociedade civilizada, aniquilando valores que viabilizam a busca e realização do bem comum".

O magistrado também reagiu a uma arguição de suspeição apresentada pela defesa de Cabral, em função de uma entrevista dada por Bretas ao jornal "Valor Econômico". Nas palavras do juiz, "parece a defesa apegar-se a filigranas, talvez porque não existem argumentos concretos para a oposição da suspeição".

Nas alegações finais do processo da Operação Calicute, o Ministério Público Federal (MPF) afirmou que o ex-governador agiu com "ganância desenfreada"para sustentar um padrão de vida luxuoso. Cabral é acusado pela força-tarefa da Lava-Jato de liderar um grupo que teria cometido os crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

DEPOIMENTOS
No depoimento da Operação Calicute, a primeira vez em que ficou cara a cara com Bretas, o ex-governador repetiu a estratégia adotada quando foi ouvido pelo juiz Sergio Moro e não respondeu às perguntas do juiz ou do MPF.

Falou somente quando foi questionado por seus advogados e a defesa de sua mulher. Na ocasião, o peemedebista negou ter sido beneficiário de propina de 5% em obras do governo do estado e admitiu ter comprado joias e feito o pagamento com dinheiro em espécie de sobras de campanha. Nos depoimentos seguintes, a defesa mudou a estratégia e o ex-governador passou a responder perguntas. O peemedebista chegou a chamar de maluquice as afirmações de delatores de que ele cobrava os 5% em propina.

Em outra oitiva, admitiu que teve conta no exterior com um saldo de R$ 2 milhões.
A defesa de Cabral entrou com um pedido de afastamento do juiz Marcelo Bretas no processo da Calicute em razão das declarações do magistrado dadas ao "Valor Econômico" no dia 14 de julho, sobre a finalidade das joias compradas na H. Stern, alvo da operação Calicute.

CONDENAÇÃO EM CURITIBA
Em junho deste ano, Cabral foi condenado pela primeira vez na Lava-Jato pelo juiz Sergio Moro a 14 anos e dois meses de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção. Nessa ação, a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo foi absolvida. 

O ex-governador do Rio foi condenado por recebimento de R$ 2,7 milhões em propinas das obras de terraplanagem do Comperj, o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, com base em provas e depoimentos de delação de executivos da construtora Andrade Gutierrez.

Cabral está preso desde novembro do ano passado, quando foi deflagrada a Operação Calicute. A denúncia contra ele por conta da ação foi oferecida em dezembro.

OUTRO LADO
Cabral foi absolvido da acusação de ter lavado dinheiro por meio de uma doação eleitoral de R$ 2 milhões da Andrade Gutierrez ao Diretório Nacional do PMDB nas eleições de 2010, quando foi reeleito governador.

O advogado Rodrigo Roca, que defende Cabral, divulgou vídeo em que reclamou da sentença:

"A sentença é uma violência contra o Estado Democrático de Direito e só reforça a arguição de suspeição que já fizemos contra o juiz que a prolatou. A condenação do ex-governador pelo juiz Marcelo Bretas era um fato esperado, todos sabiam disso. Tanto sabíamos disso que já vínhamos preparando recursos de apelação para os órgãos de jurisdição superior, onde os ânimos são outros e a verdade tem mais chance de sobrevivência", afirmou.

Em nota, o advogado Alexandre Lopes, um dos responsáveis pela defesa de Adriana Ancelmo, afirmou que "a sentença condenatória, no ver da defesa, é divorciada das provas colhidas, traduzindo-se em injustiça". Ele afirmou também que vai recorrer ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), que "analisará novamente os fatos e o acervo probatório, e, sem dúvida, reformará a decisão".

AS CONDENAÇÕES DOS RÉUS NA CALICUTE 

1) Sérgio Cabral, ex-governador — 45 anos e 2 meses de prisão

2) Wilson Carlos, ex-secretário de Governo — 34 anos de reclusão

3) Hudson Braga, ex-secretário de Obras — 27 anos de reclusão

4) Carlos Emanuel Miranda, apontado como operador de Cabral — 25 anos de reclusão

5) Luiz Carlos Bezerra, apontado como operador de Cabral — 6 anos e 6 meses de reclusão

6) Wagner Jordão Garcia, apontado como operador de Hudson Braga — 12 anos e 2 meses de reclusão

7) Adriana Ancelmo, ex-primeira-dama — 18 anos e 3 meses de reclusão

8) Paulo Fernando Magalhães Pinto Gonçalves, ex-assessor de Cabral e delator — 9 anos e 4 meses de reclusão

9) José Orlando Rabelo, apontado como operador de Hudson Braga — 4 anos e 1 mês de reclusão

10) Luiz Paulo Reis, apontado como "laranja" de Hudson Braga — 5 anos e 10 meses de reclusão

11) Carlos Jardim Borges, empresário e dono do complexo Portobello — 5 anos e 3 meses de reclusão

12) Luiz Alexandre Igayara, dono da Rica Alimentos e delator — 6 anos de reclusão

ABSOLVIÇÃO
Pedro Miranda, ex-assessor de Cabral
Como funcionava o esquema

Cabral é acusado com outras pessoas de desviar cerca de R$ 224 milhões em contratos, dos quais R$ 30 milhões apenas com duas empreiteiras Carlos.

Por Juliana Castro / Marco Grillo/ Gabriel Cariello O Globo